Astrologia e Tarot

Astrologia e Tarot






A

título de desafio foi-me pedido que escrevesse um artigo sobre a Astrologia e o

Tarot, e onde estas duas práticas se aproximam ou se afastam.







Pois

bem, demorei algum tempo a pensar quais os pontos que existem, ou não, em comum

e, imaginem, concluí que pouco ou nada incompatibiliza ou afasta uma prática da

outra. Sendo eu Tarólogo e Astrólogo muito dificilmente conseguirei ser isento

e não colocar tantos anos de experiência espelhados neste artigo.







Existem,

sobretudo, três coisas que podem distinguir uma prática da outra:







a)     

A aprendizagem da

Astrologia é mais consistente e mais clara. Um Marte em carneiro, por exemplo, é

aprendido e transmitido sempre da mesma forma, enquanto a interpretação do Tarot

depende muito da nossa própria vivência e da forma como assimilamos e sentimos

as imagens da carta. Uma Imperatriz, por exemplo, pode mudar de significado

quando se muda de tarólogo. Considero as bases de estudo da Astrologia mais

sólidas e consistentes. A Astrologia vai crescendo com anos e anos de estudo,

estatísticas, etc., e acaba por ser muito mais linear, visível e comprovável que

o Tarot onde cada um pode reinventá-lo e transmiti-lo de forma completamente diferente

daquela que aprendeu. Na Astrologia não, podemos enriquecer o conteúdo mas as

bases são sempre as mesmas.







b)     

A Astrologia ao

longo dos anos tenta demarcar-se por ser mais científica e mais séria existindo

até, atualmente, um certo incómodo em relacionar a Astrologia a algo superior

ou espiritual, sendo já ensinada em universidades, como no caso do Brasil. No

entanto, tendo em conta a minha experiência, quem acredita em Astrologia

acredita no Tarot e vice-versa, acabando por ser o Tarot, muitas das vezes, a

ponte para as consultas de Astrologia.







c)     

O tempo previsto

em Astrologia é muito mais certeiro, fiável e explicável quando relacionado com

o Tarot.







A

partir daqui as semelhanças e compatibilidades são mais que muitas, eu diria

até que a interação das duas é uma das ferramentas mais fascinantes que

conheço.







Quer

a Astrologia quer o Tarot começaram por ser métodos de previsão do futuro e,

com o passar do tempo e com a evolução natural, são hoje ambas usadas como

ferramentas de auto ajuda, auto conhecimento, orientação, desenvolvimento das potencialidades

de cada um, etc..







Quer

a Astrologia quer o Tarot foram crescendo e criando diversas áreas cada vez mais

específicas, como é o caso da Astrologia kármica ou Tarot kármico ou mitológico,

por exemplo.







No

meu ponto de vista, a Astrologia e o Tarot complementam-se e muito. Quando dou

uma consulta de Tarot em que tenha todos os dados de nascimento do cliente, opto

por fazer o mapa natal e, assim, poder comparar as tiragens com o próprio mapa.

Por exemplo, se o Tarot prevê uma altura menos boa em questões financeiras isso

tem que estar refletido no mapa através dos trânsitos, por exemplo, ajudando-nos

a decifrar em que altura ou intervalo de tempo isso é válido. Quando um não

coincide com o outro algo está errado e, geralmente ou quase sempre, podemos

verificar que a hora que foi dada para o cálculo do mapa está incorreta.







Quando

unimos as duas ferramentas chegamos muito mais longe e a informação é muito

mais complexa e detalhada, pois o Tarot pode ajudar-nos a olhar para um mapa

com outros olhos, sendo que o contrário também é válido.







O

que quer que se veja num mapa ou numa tiragem de Tarot tem que estar em

consonância e isso, por vezes, faz-me procurar informações no mapa que, à

priori, não seriam tão visíveis ou claras.







Nos

meus cursos de Tarot quando existem alunos com conhecimentos de Astrologia,

faço sempre uma ponte entre ambos. Uma Imperatriz, por exemplo, tem muito a ver

com a comunicação e raciocínio de mercúrio e a diplomacia, o bem receber e o

charme que são características de vénus. É claro, então, que a imperatriz é uma

mistura de qualidades de dois planetas à luz da Astrologia. Cada Arcano do Tarot

tem um ou mais planetas que o podem representar. O Eremita faz-me sempre

lembrar um Saturno, se dissonante tenho a imagem de um Eremita invertido.







Quando

no mapa existe um trânsito por exemplo de plutão por uma 12ª casa ou

dissonante, existe sempre uma tiragem com alguns arcanos representativos ou

equivalentes a este trânsito que, neste caso, seria uma saída constante do

Arcano a Morte a indicar mudanças e transformações.







Um

Neptuno em Peixes em trígono a um Júpiter, por exemplo, faz-me sempre pensar no

Arcano A Estrela e vice-versa. Claro que, por vezes, não é assim tão linear e

temos que olhar para um conjunto de Arcanos para espelhar o que o mapa diz.







Como

disse a relação ou compatibilidade entre a Astrologia e o Tarot é fascinante e

muito rica. Como exercício façam um teste. Peguem num caso real, façam uma

pergunta concreta ao Tarot e depois façam uma horária em Astrologia, e vejam as

semelhanças da resposta ou enriqueçam uma com a outra, talvez fiquem

surpreendidos.







Agora

não quero com isto unir necessariamente ambas as práticas, elas são

independentes e não precisam uma da outra para funcionarem. São duas

ferramentas distintas que nos fazem chegar ao mesmo lugar.







Tarólogo Fábio







A Equipa Chave Mística







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